quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Meu grande Amor!!!


CAPÍTULO III
FATOS CORRIDOS EM 1992






Aqui começa minha história de amor, o dia em que conheci quem viveria comigo com as bênçãos de Deus! 
Estava eu na escola e uma amiga meio louquinha  me convenceu  ir a uma danceteria, no entanto teríamos de sair da sala de aula e irmos a secretaria convencer a diretora para nos liberar antes do intervalo.  Inventamos uma estória sem pé nem cabeça, mas deu certo, fomos liberadas.





Chegando em casa, mais uma vez menti para a minha mãe: As aulas acabaram mais cedo mãe!
Isto havia se tornando um habito, coisa que nunca soube fazer direito. E ela desconfiava, mas já  tinha tantas coisas a que se preocupar, no entanto, não conseguia conciliar trabalho, casa, filhos e principalmente Moni, que não morava mais conosco, ela era nova demais para tanta responsabilidade. Me arrumei as pressas porque o convite só seria cortesia até a meia noite!



Na danceteria,  Fernanda encontrou seu namorado, coisa de que eu nem sabia. Se adivinhasse  não teria ido, mesmo que lá estivessem várias pessoas conhecidas, todas estavam acompanhadas e acabei ficando por mais de um hora sozinha.    




Até que encontrei Amanda, como nós havíamos nos distanciado e já fazia um bom tempo que não nos falávamos, acabamos conversando por alguns instantes, ela pediu para que eu segurasse sua jaqueta que acabei aceitando, até porque estava frio por estarmos em uma área aberta da danceteria e aproveitei para me aquecer. Ao levantar, Amanda falou: Já volto!
Olhava para ela enquanto saia e atrás dela vi um menino que com seus colegas sentava  no mesmo banco em que estava, falavam num tom auto e  riam muito. Ele olhou em minha direção, seu sorriso era de quem parecia estar muito feliz, não da explicar o que senti, mas podia ver em seu olhar algo que nunca tivera visto antes, achei seu sorriso tão lindo e a forma com que me olhou parecia pura e amigável. 
Então veio um de seus colegas e se sentou ao meu lado dizendo: Oi, eu acho que te conheço! 
Ao ver melhor a sua feição, percebi não me era estranha. Ai eu disse: Também  acho que te conheço! 
Conversa vai, conversa vem e acabei lembrando: Eu te vi na Zoster. Ele: Há, lembrou, então, vamos voltar aquele assunto mal resolvido? Vai me deixar na mão de novo ou vai ficar comigo hoje? Sorri, com tom de brincadeira lhe disse: Ah, hoje não dá, vai ficar pra próxima!
E ele me perguntou: Por que não? Por acaso meu jeito não te agrada? 
Não, não quis dizer isto! Quem sabe um outro dia. Respondi.
Ai ele me deu um beijo no rosto e saiu.
O menino do sorriso bonito sentou-se no lugar do outro que havia saído e começou a falar comigo: E aí, está com frio? 
Eu não! O respondi.
Mas Parece que sim. Disse ele. 
E me fez outra pergunta: Não quis ficar com meu amigo? 
Eu sorri! No conversamos lembrei de que ele também estava naquele dia na Zoster, e a Denise que era uma beijoqueira, louquinha que só, pois naquele dia já havia ficado com três e queria ficar com mais um, no qual me mostrara. Eu o tinha o visto de longe curtindo uma música, pensei, só podia ser ele.
                         


Seu amigo (Diego) o viu no lugar em que estivera antes, e disse: Heee... O que está fazendo ai Zóio!
Ele riu e respondeu num tom irônico e olhando pra mim: Ela está conversando comigo agora! Não é?
Então uma moça do meu lado direito se levantou e Diego foi ligeiro e sentou-se no lugar dela e falou: Nossa, vai fazer isso comigo? Fazer o que? Perguntei.
Ele ergueu seus braços sobre meus ombros e me abraçou! E eu o tirei  pondo o em uma distancia confiável. Ele levantou-se e disse: Você vai ver, daqui a pouco volto com outra! 
Zoio, como seu amigo o chamava riu, riu tanto a ponto de me fazer rir também. Neste momento, até seu amigo Diego saiu rindo. 
Ao ver seus olhos e aquele lindo sorriso, ele fixou seu olhar em mim e voltamos a conversar. Agora com os ânimos mais controlados, ele me fez o pedido: Quer ficar comigo?
Eu permaneci em silêncio, pensei, "ele deve ser mais novo que eu", fiquei na dúvida e então respondi: Talvez, vamos conversar mais um pouco. 
Ele pegou minha mão e disse: Quer que eu te abrace para passar o frio. Então nos demos os braços, até que veio novamente Diego, coisa que eu não queria naquele momento e disse: Ah... também posso? 
Fiquei ali como uma boba sem saber o que dizer ou fazer. O Zoio me abraçou e seu amigo disse: Eu também consigo te aquecer! 
E eu o retruquei, dizendo: Não é preciso, tenho a jaqueta da minha amiga pra aquecer me.
Ele saiu novamente e o Zoio tentou me beijar, virei o rosto. Ele disse: Por que não? 
Falei então o que me incomodava, o fato de aparentar ter menos idade que eu.
Ele tinha o porte de um menino de 15 anos,  era lindo! 
Tenho 19 anos, vai fica ou não comigo? Se estou aqui só para te aquecer, vou embora! 
Talvez! Eu respondi, com um sorriso que não cabia em mim. 
Nesse instante, um outro colega dele, que estava com um moça ao nosso lado, disse: Talvez, quem sabe!... É sim cara! 
Assim foi nosso primeiro beijo! Senti que ele me abraçava com muita ternura, eu nunca senti o que tivera sentido com seu beijo. Ficamos pouco tempo juntos, mais foi muito bom estar com ele naquela noite, além de lindo era educado e paciente. 




      
No outro dia, após esse acontecimento, fui trabalhar normalmente, achava que não o veria mais, em minhas ilusões de uma menina pensei: Se o encontrar, será que vai falar comigo? Será que vamos ficar? Acho que ele nem vai lembrar de mim! 
No entanto, na saída das crianças da creche, eu olhava para o portão, pois aguardava os pais delas. Vi que tinha um moço lá fora e sorria para mim. Sem entender, me surgiu a duvida. Além de uma inexplicável  vergonha das colegas de trabalho, pensei: Porque veio aqui? Seria mais fácil vê-lo no Front, ai meu Deus, e se querer ir em casa!
O que mais me encabulava era uma colega na qual trabalhava com a mesma turma de alunos que eu, ela me dispensou, dizendo: Acho melhor você ir subindo, vá se arrumar não o deixe esperando, em seguida eu a disse: Não o conheço!
Toda aquela situação era completamente nova, inesperada para mim, simplesmente não tinha ideia de como agir com todos aqueles olhares em minha direção. Ela persistiu: Deixa de ser boba! Só faltam três crianças, pode ir eu fico com elas!
Então subindo as escadas indo sentido ao vestiário, a alegria por poder vê-lo novamente alentava, mas ao mesmo tempo havia o sentimento de receio, pois nunca tinha levado nem menino para casa, até esse exato instante minha família só conhecia as meninas de quem tinha amizade! E como eu poderia encará-lo, se nem tive coragem de retribuir seu sorriso? Parei em frente à porta, me recostei à parede e meditei: Senhor Deus, se este for o que esperei, me de forças para que minha timidez não atrapalhe. 
Enquanto pegava meus pertences no armário, olhei uns poucos segundos para o espelho do vestiário. Pensei: Ele vai me achar feia, que cabelo, que roupa, nem um batom tenho para dar uma disfarçada, que droga!
Foram os 8 minutos mais longos de minha vida, desci a escada com minhas pernas bambas, passando por algumas fusionárias do refeitório que subiam dizendo: "Heee... Vocês viram o gatinho que está esperando Raquely"! Meu rosto esquento, devia estar vermelha como um tomate! Nem dei atenção a elas, passei rapidamente para o pátio que dava acesso ao portão onde ele me aguardava. Faltavam cinco passos para vê-lo de perto, meu Deus, não o vi, sai em disparada, quando escuto: Ei... Oi!
Me virei e ele estava do outro lado do portão, com o mesmo sorriso lindo da primeira vez que o vi.
Ah oi,  respondi com um sorriso tímido! 
Nas poucas palavras, que nos falamos até a esquina de minha rua, não sabia se o levava para minha casa ou pedia para marcarmos de nos encontrar mais tarde. Eu disse: Eu mora aqui nesta rua!
A frase mais tola, a ser dita a alguém, que me procurou com tanto empenho, pois nem sabia o nome da creche, só que eu morava por ali, e trabalhava em uma escolinha! Mas me achou! Eu deveria ter tido o bom senso, mas infelizmente essa forma que o tratei. Não sabia qual sentimento esbocei a ele com minha tola atitude! Combinamos de nos ver mais tarde e na hora, que foi embora me deu um selinho (beijo) e se foi sem nem mesmo olhar para trás. Pensei, que droga, ele deve ter me achado uma débil! 
                           

     



Chegando em casa, a mãe pediu que eu fizesse algumas coisas, este tempo foi o que dei mais trabalho a ela, coisa que é normal na fase, que vinha passando, como no dito popular e a própria palavra em si diz tudo, "aborrecencia" (adolescência). Não cumpri com exatamente nada, dando a desculpa que tinha compromisso, nem mesmo tive a decência de dizê-la qual, também era óbvio que não a diria por receio de como iria reagir.  Me arrumei e fui na casa de Elem, com medo de tomar um bolo, pedi que fosse comigo até o shopping , local do encontro. 
Entrando  no portão de principal acesso, disse ela: Não seria melhor ter deixado você vir só? 
Respondi: Ele  não vai vir! 
Na primeira volta no interior do shopping, vinha ele em nossa direção, abri o sorriso, já Elem fechou a cara com um ar de insatisfação, pois não queria ficar de vela! 
Então fomos comprar algumas coisas, real motivo pelo qual Elem tivera ido junto. Ao entrar na loja, vi uns bigudinhos, (bóbis) de enrolar os cabelos, me interessei e comprei. O Zóio, apelido pelo qual eu o conhecia, disse: Para que servem? É para cachear os cabelos. Eu respondi.
Não, não faça isso, você está bem assim, seu cabelo já é bonito, disse ele e Elem concordou!
Como quase ninguém nunca está satisfeito com o que tem, ambos possuem cabelos cacheados, que por sinal não gostam, preferiam lisos, já eu o contrário tinhas cabelos lisos e os queria cacheados.
Fomos com Elem até ponto de ônibus, em seguida, fomos no sentido ao centro da cidade. Por não ter me dito nada, estranhei o percurso no qual fazíamos, perguntei: Onde estamos indo?  
Dar uma volta, não quer? Respondeu ele. 
Mas onde? Persisti, para que desse uma resposta mais óbvia. 
Na minha casa! Ele respondeu e continuou a falar: No caminho, podemos nos conhecer melhor! 
E ele me perguntava coisas do tipo: Se eu tinha irmãos, quantos, onde estudava...  .
Eu o questionei da mesma forma. Quando eu disse a ele que tinha nove irmãos, ele se surpreendeu e fez uma brincadeira dizendo: Há... Então eu ganhei de você, pois tenho doze.
Nossa, sério, onde moram? Por aqui? Eu o perguntei
Não tenho, estou te zoando, minha família é pequena, tenho tias que moram bem próximo à minha casa e lá em casa, moramos somente eu, meus pais e meu irmão. Ele respondeu. 
Quando estávamos chegando a sua casa, pedi a ele para que me deixasse esperar do lado de fora, no entanto, ele insistiu: Vamos, meus pais estão  em casa.
Então eu disse: Melhor não, não sei se devo! Acho que fica chato, me soa invasão. 
E ele percebendo o quão tímida eu era, entrou dizendo: Tá bom, espera ai.
De repente escuto alguns gritos, me assustei, pensei que poderia estar os incomodando, quando ele saiu, eu disse: Seu pai tá bravo? 
Ele disse: Não ligue, aqui só tem louco, o pessoal tem o mau costume de falar auto mesmo!
Ao irmos embora, notei que andávamos em círculos, então falei: Nossa já não passamos por aqui? 
Ele caiu na rizada: Já! Umas três vezes! 
Há, para de zoeira, preciso ir pra casa se não minha mãe me mata! Ela já está furiosa por eu não ter feito algumas coisas que ela tinha me mandado fazer, pensa, se chegar tarde minha situação em casa vai fica feia! 
Que infantilidade! Ele deve ter pensado.
Quando chegamos ao portão de minha casa, conversamos um pouco mais e logo ele foi embora, pude observar ele indo até o fim da rua aponto de sumir ao virar a esquina, pensei: E agora? O que ele quer? Será que sou mais uma ou me levará a sério? 
Entrando em casa preferi pensar no pouco tempo em tivemos juntos: Se for só isso, valeu! 
Dias se passaram, nos encontramos mais algumas vezes na danceteria Front. E Num final de semana,  Elem me chamou para irmos em uma outra danceteria, aceitei. No momento que subíamos as escadas rumo ao interior do salão, escuto: Ei... moça, hoje loiras não pagam! 
Continuei andando, Elem disse: É mesmo, hoje você não paga, deixa de ser boba! 
Já pagamos os bilhetes de entrada e meu cabelo nem se quer é louro. Eu a respondi
Há, claro que é, são tingidos mas valem. Você não viu quanta oxigenada entregando o cupom de entrada franca para louras. Tomei coragem e  falei com o mesmo homem que havia me chamado para me entregar o bilhete de cortesia, troquei o bilhete e consegui recuperar meu dinheiro na bilheteria. Após esse ocorrido, tempos mais tarde, na pista de dança, o amigo do Zoio, Alexandre, no qual tivera nos apoiado em ficarmos naquela primeira vez, me cutucou dizendo, o que faz aqui? 
O mesmo que você, respondi. 
Nossa, vou falar para o André, viu! Respondeu ele num tom caçoador. 
Rapidamente falei: Pode contar
No final de semana seguinte, no Front, eu e Amanda bebíamos refrigerante, vi alguns amigos de André e um deles me contou: O André está lá fora!
E por que não ele entra? Perguntei.
Ele está sem money para a entrada. Ele respondeu.
Então entreguei o dinheiro a eles e pedi que desse para o André. 
Ao nos encontrarmos André, o Zoio, me beijou, pensei novamente: O que exatamente está acontecendo conosco? Que pensa ele? O que significa isso tudo? Pra me beijar sem nem mesmo pedir, pois para mim o certo seria me dizer o que quer? É namoro ou só mais uma aventura? 
Eu lhe ofereci refrigerante, mas ele observava seus colegas comprando bebida, então perguntei: E ai, entregaram o dinheiro para sua entrada?
Com grande riso me disse: Não, mas eles estão fazendo bom proveito, compraram até bebidas! 
Eu não sabia se ria ou se ficava brava, era o pouco dinheiro que restava em meu bolso. Passado umas duas horas, uma amiga da turma de André que comemorava seu aniversário chamou a todos. Na hora em que o bolo estava sendo distribuído, o Ale me contou que André tivera escrito um poema que levava meu nome, achei fofo. E ele nos perguntou: O que rola entre com vocês? Estão namorando? 
Não! Eu respondi.
André ficou calado e fechou a cara, seu silêncio me deu esperança, isso me fez acreditar que talvez gostasse de mim. Se levantando, pegou minha mão e saímos da mesa de onde estávamos e me disse: Quer dizer que não sou seu namorado?
E você disse a mim alguma vez que sou sua namorada? Eu perguntei.
Depois de um longo beijo, ele disse: Isso não te diz nada? 
Sim, que nós gostamos de estarmos juntos! Respondi. 
Ele disse: Nossa! Não quer namorar comigo? 
Este foi o momento que meu coração palpitava tanto, fiquei sem palavras e só conseguia olhar fixamente em seus olhos. E disse ele: Então?
Eu o perguntei: Serio, estamos namorando? 
Ele disse: Deixa de formalidades, claro que estamos, para mim desde a segunda vez em que nos vimos! 
A alegria me era tão grande, que o beijei como nunca havia beijado ninguém e o disse: Tá certo então estamos namorando!       
               
   
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