segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A recuperação! Com Deus tudo se tornou mais fácil de suportar! A criação do Blog de Amarilis: http://amarilislirios.blogspot.com.br/

Boa noite,  como eu não estou mais conseguindo acessar o G+ estou passando minhas postagens a este novo blog   http://raquelysarom.blogspot.com.br/


CAPITULO XII
  FATOS CORRIDOS  2010-2014


A retomada a vida, os tombos que a vida nos prega e as recaídas da doença!


Com o passar meses, após passar a confiar absolutamente que Deus olhava por mim e que o remédio me fazia bem. Ainda que sentisse aquela tristeza profunda, não mais me sentia só em meu sofrimento e já haviam momentos em que me sentia tranquila assim passando a viver de uma forma quase que normal, passei a dormir bem e a me alimentar normalmente, o que por sinal a muito tempo não vinha conseguindo. 
Todas as vezes em que acordava pela manhã exercitava um pensamento: Hoje vou fazer isso, aquilo e aquilo outro que não fiz ontem, a tarde André e eu vamos caminhar  e ao anoitecer sei que o senhor está comigo, tomarei o remédio no qual está me fazendo muito bem, dormirei e acordarei bem porque o senhor meu Deus está comigo, amém por honra e mérito de Jesus Cristo seu filho amado!
No de correr do dia eu me ocupava com meus afazeres, tinha horas que quase me esquecia da doença, no entanto ao me deparar com tudo pronto, ter que ficar parada era um suplicio, os pensamentos ruins vinham a mente e eu chorava. Não me adiantava assistir TV ou ler livros, mas felizmente logo meu marido chegava, onde nós fazíamos quase todos os dias a salvadora caminhada.
Mais uns meses nossa casa estava sendo reformada, o que ocupou ainda mais meu dia, até comecei a sair só para fazer compras sem medo, já não dando mais espaço aos pensamentos ruins, mais o estranho era que não conseguia ficar parada ou assistir TV sem ter angustias e pensamentos negativos.  
Numa segunda-feira, eu arrumava a cozinha e neuroticamente me lembrei do curso, as aulas começariam naquele dia, pensei: Não vou conseguir fazer este curso! Como vou lidar com as pessoas? Se mal consigo sair sozinha.  
Enrolei para que não desse tempo de ir ao curso, ao entardecer André vendo que eu não estava pronta para ir ao curso disse: Raquely que faz ai ainda? O seu curso começa hoje!
Não vou! Respondi rapidamente.
Como não? Ele perguntou.
Eu não estou preparada para enfrentar um curso como este André! Eu o respondi. 
Ele disse: Como não? Claro que está, você foi bem nas provas, foi aprovada para o curso, você vai sim!
Após muito André insistir, eu fui ao curso. Chegando lá atrasada passei por uma experiência que não me foi nada agradável, ao entrar na sala, dois dos professores faziam uma previa de como seriam as aulas e as regras da escola. No momento em que me sentei numa cadeira do canto da sala, um dos professores veio até mim e de forma extrovertida dando a mão em cumprimento disse: Boa noite, sou Renato! E qual é seu nome?    
Respondi num tímido sorriso: Oi, Raquely. 
O professor dando um pequeno sorriso disse: Bom Raquely, agora que nos apresentamos, podemos voltar ao que falávamos... Por favor evitem atrasos, isso complica vocês e os professores, enfim atrapalham as aulas.  


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E todos cairão na rizada, me deixando mais encabulada do que já estava.  
E este foi o meu o primeiro dia no meu curso, após dez anos de ter feito o ensino médio e ter passado por uma dolorosa doença como a depressão, doença essa que te tira do bom convívio social para um isolamento, o tornando completamente antissocial. E de forma demora, muito lentamente que consegui ter autoconfiança para interagir com as pessoas do curso. Lembro que a principio alguns tentaram falar umas poucas palavras comigo e eu com grande receio que notasse meu problema, a doença, mal olhava nos olhos de quem quer que fosse comigo falar e de forma  seca os respondia, com umas poucas palavras, com certeza me julgaram uma chata de galocha eu imaginava. 
Uma semana se completava desde inicio do curso, teve uma aula vaga e o intervalo, onde fiz de tudo para que ninguém se aproximasse de mim, vi que não haviam pessoas no sentido de onde estava o bebedouro fui beber água, quando vi de relance que algumas pessoas vinham, escutei como se cochichassem e um deles falou num tom um pouco mais alto: Judiação!
Não sei se falavam realmente de mim, mas se uma pessoa quer mesmo ajudar alguém com um problema como o meu, jamais demonstre sentimentos pena isso gera um tremendo desconforto  é a mesma coisa que você ver uma pessoa que está confinada em uma cadeira de rodas e lhe demonstrar o quanto sente dó de seu estado, sua dó não irá tirar a pessoa da cadeira de rodas, ele não vai voltar a andar, isso só o depreciará lhe deixando muito triste, muito chateado, agora se pensar bem, verá que basta agir normalmente o tratar com igualdade e tal vez terá uma amigo como qualquer outro. Sei que fiz uma infeliz comparação e que vão dizer, exagerada, mas só quem passou e passa pelo mesmo, para entender, afinal, eu não estou ainda totalmente curada, posso daqui uns anos não precisar do remédio e me recuperar totalmente, como também tomar este remédio por toda minha vida. Então acho que não há exageros neste exemplo, ter uma doença como uma depressão cronica ou qualquer outro distúrbio em seu cérebro o torna vulnerável a humilhações como esta. 
Voltando a hora em que ouvi dizerem, judiação... Saindo do bebedouro envergonhada, indo para um canto da escola onde não havia ninguém, uma daquelas pessoas, uma mulher, começou a dizer algo como se me chamasse: Hei amiga... Colega, hei, espera!
Olhando para trás lá estava ela, que me disse: Onde você vai?
Venho aqui porque daqui se vê o que lá no claro não vemos, olha o céu como está lindo, estrelado! Eu disse.
Sorrindo ela perguntou: Você tem esqueiro? Desculpa, é fumante? 
Não, eu não fumo! Eu respondi.
O vício é uma droga né? Estou tentando parar, deixei o esqueiro em casa só pra ver se não punha essa droga na boca, agora tó aqui desesperada pra fumar e sem esqueiro! Camila disse.   
Serio! Eu falei.
Qual seu nome mesmo? Perguntou ela.
Raquely e o seu? Eu disse.
Camila, aula vaga né, eu tó loca pra ir pra casa. Ela falou. 
Eu disse: Há... Você faz o mesmo curso...  
Claro, eu estou a duas carteiras ao seu lado menina! Não me viu lá! Rindo ela disse.
Nossa, me desculpe sou muito desligada mesmo! Eu disse.
Caramba, você tem razão, o céu está limpo, que lindo! Acho que vou fugir, vou embora! Ela disse isso acenando com a mão para uma daquelas pessoas que estavam próximas ao bebedouro. 


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Então veio uma moça, Katia, sua sobrinha, indo para o seu carro no estacionamento Camila disse: Vamos Raquely, quer ir?
Não meu marido virá me buscar, obrigada! Eu Respondi.
Bom você é quem sabe, mas se quiser eu te deixo próximo de sua casa. Ela disse.
Nisto eu vi o orelhão da escola, então eu falei a Camila: Não obrigada, acho que vou assistir a aula.
Tá, então até logo! Ela disse. 
Até! Eu disse.
Passado o intervalo eu pensei de ligar para André ir me buscar, mas
não liguei e acabei assistindo as duas ultimas aulas.
Quase duas semanas de curso, numa aula onde a professora nos explicava sobre alguns métodos do meio de hospedagem, surgiu uma pergunta: Se você faz o um curso de hotelaria, você tem ou não que gostar de receber pessoas, para um bom atendimento? Bom, quem aqui se sente feliz em receber visitas?
Em seguida uma menina sentada ao fundo da sala respondeu: Eu, prefiro ser recebida, dá onde que eu vou preferir ficar em casa atendendo um monte de gente folgada e...
Assim surgiu um debate polêmico entre os alunos e por incrível que pareça do nada, eu quem rebati primeiro a menina, olhando pra ela eu disse: Eu sinto dizer, mas, eu escolhi este curso justamente porque sempre gostei de receber visitas e ser dono ou trabalhar num hotel é onde encontramos pessoas que na maioria das vezes, estão felizes e de bom humor, é um dos poucos serviços que de fato isso pode acontecer.
E a menina disse: É mas...
Nisto deram gargalhadas, no meio do rebuliço que se formou alguém disse: E o que você tá fazendo no curso de hotelaria? 
E mais alguém: Tá no curso errado minha filha! 
Ao termino a menina se explicou, dizendo: Há mais, o receber num hotel, local de trabalho, é uma coisa, agora na minha casa é outra totalmente diferente!
E assim por mais uns e outros que a rebateram e se cessou o debate.
Aqui começo a notar o quanto aquele curso me fazia bem, dia a dia eu me recuperava cada vez mais, passado mais uns quatro meses e eu  já vivia normalmente e quase nem lembrava da doença.
Até que comecei a notar que em casa, meus filhos não tinham mais a mesma confiança em meus conselhos, eles não tinham o mesmo respeito por mim, e na escola uma das minhas colegas que eu já considerava uma amiga intima se desentendeu comigo e muito bruscamente, de forma inesperada no meio da rua, ela me ofendeu aos gritos por causa de um simples trabalho escolar o qual tínhamos de apresentar no mesmo dia em houve a tal discussão. E como eu não estava em boas condições emocionais para a apresentação do trabalho pedi a professora para apresenta-lo num outro dia, ela me perguntou com ar de preocupação: Você não parece bem o que foi?
Eu disse: Nada, só não estou me sentindo bem, acho que vou ter que sair do curso...
Há... Serio Raquely por que? Ela disse.
Então eu expliquei a professora a situação, sobre a depressão que eu pensava estar melhor e controlada emocionalmente, mais não, não me sentia bem, pois notei que a qualquer desentendimento eu me desestruturava e caia em desespero. Então ela disse as seguintes palavras me incentivando a permanecer no curso: Não é cedo de mais pra tirar essas conclusões, está se precipitando Raquely, você está indo muito bem no curso, eu vejo que você esteve bem e feliz com as aulas não acha que isso esta te fazendo bem?
Respondi: Sim, mas...  
Então não desista dos seus planos, eles são seus e de mais ninguém! Por tanto pense e faça o que te faz bem! Disse a professora.
Com isso, estando eu mais calma assisti a aula e no outro dia apresentei trabalho sem dificuldades. Quanto a minha amiga, Tereza, passados três dias me pediu desculpa, explicando que se chateou com um problema familiar e como não havia a mostrado a conclusão do trabalho ainda, ela que já estava irritada se irritou mais, ao saber que o trabalho não estava comigo naquele dia, pois teria dado pelo menos tempo pra ela ler antes da aula, com isso achou que nós, eu e a outra colega na qual fazíamos a tal atividade havíamos a excluído, então, acabou descontando tudo em mim. 
Aceitando suas desculpas, eu notei que Tereza agia de forma estranha, ela sempre ficava na defesa e não aceitava que lhe dissessem nada e mesmo que tomasse uma atitude errada não assumia seus erros e se zangava com facilidade.  A observando dia a dia percebi que ela poderia estar ficando com depressão, pois assim como eu fiquei no inicio de minha doença ela estava, desconfiada de tudo e de todos, ficava irritadiça facilmente. Com isso passei ter mais calma e pacientemente tolerei seus destemperos, não a disse nada do que eu desconfiava, pois sabia que ela não aceitaria que eu a dissesse. Esperei que ela me perguntasse algo sobre o assunto e quando ela me disse: Minha nossa, Raquely, eu to com uma raiva de tal pessoa, fico nervosa todos dias, passo tanto nervoso com meus vizinhos que chego a passar mal?
Cautelosamente eu disse: Será Tereza... Será que são os seus vizinhos e tal pessoa mesmo?
Claro que sim! Ela disse.
Tentei me explicar a ela: Me desculpe falar mas acho que você está ficando meio depressiva, está agindo do mesmo modo que eu agia no inicio, quando fiquei doente, sabe...
Eu não estou loca, estou te dizendo, são eles mesmo! Ela disse.
E eu me calei e passei somente a ouvi-la sem lhe dar conselhos, pois sabia que não adiantaria. 
Meus filhos estavam naquela fase que é difícil para os pais os coordenar, era o tempo da rebeldia e descoberta da adolescência principalmente Sabrina e Alice, Antony, apesar de muito levado ainda era meu garotinho, mas as meninas entraram em crise, ao começarem ver a realidade da vida e como o mundo pode ser por algumas vezes realmente cruel e muito, mais muito mesmo, seletivo, as decepções e as duvidas eram muitas... "Que profissão?" "Que faculdade?" "Onde poderei estudar?" "Onde vou morar? Quando for fazer o tal curso?" "Que faço pai?"... "Arrumarei algum emprego?" "E meu namorado?" "Devo ou não perdoar tal pessoa sem fazer papel de boba, mãe que faço?"
A tudo isso e muito mais tentamos auxiliar nossos filhos, mas no entanto, percebi que André obtinha maior controle sobre eles e em muitas coisas que eu não concordava, tentei me justificar a eles e a seu pai, André. Pensando eu em mostrar-lhes que nem em tudo seu pai era cem por cento correto, André muitas vezes dava aval para as crianças fazerem da forma que bem entendesse a tais situações, que eu sinceramente, não queria que fizessem a tal forma por achar errado, mas não, eu não tinha mais a confiança de meus filhos, então me sentia uma desconhecida em minha própria casa. 
E como se isso não bastasse André, meu marido, me tratava como uma doente, coisa que não aceito, eu tomo sim remédios para depressão, mas estou bem de minhas faculdades mentais, posso, tenho direito e devo aconselhar meus filhos, sempre quis de toda maneira lhes ensinar que não precisamos passar por cima o outro para vencermos e  sem sermos tolos ou astutos, mais sim, sermos justos, sermos fortes e de maneira digna sempre, perdendo ou vencendo... Devemos sermos humildes, mas mantendo-se firmes diante das crueldades e das armadilhas que pregam o mundo, na mais absoluta fé em Deus. Tenham o dom do perdão em seus corações, não tenham vergonha de errar e jamais, principalmente, não tenham vergonha de assumir seus erros se redimindo deles, os tomando como exemplo e experiência de vida. Tudo isso sabendo que é nas más experiências, no sofrimento que os justos mostram sua face, sejam justos! Eu os amo e desejo de coração que nunca percam a fé em Deus! Espero que um dia leiam este Blog e se puderem tentem me ouvir, ousam o coração de sua mãe que só quer o bem de vocês. 
Essa era a nova e triste realidade que me incomodou e na maioria das vezes meus filhos pareciam se esquecer de que sou a mãe deles, isso me deixava profundamente triste, algumas vezes chorei em silêncio por isso. 
Entretanto a vida seguia, preocupada, com as provas do curso caia de cara nos estudos e ao fim do primeiro semestre fiquei muito feliz com os resultados positivos e os vários passeios que fizemos, não só a lugares que davam relevância ao curso de maneira  profissional como as belos pontos turísticos de nossa cidade e poder estar lá vendo a natureza que há circunda como estudar a história local me fez ver muito além do curso, que... Precisamos aprender apreciar  o dom da vida, respirar fundo e mergulhar nas belas paisagens da mãe natureza, vislumbrar-se com sua distinta flora e fauna; e a cada lugar ver os detalhes, sua a historia e suas mudanças geográficas, nunca mais se esquecendo de seus ante passados, passados são e nós somos o que? O agora, então viva a cada minuto como se fosse o ultimo. E seja grato a Deus por isso.  


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Passados uns dias após as férias do curso, num dia chuvoso, deu uma queda de energia na escola, após isso as aulas foram suspensas por uma hora e todos ficaram no pátio esperando o retorno da luz, estávamos eu, Tereza e Letícia próximas a porta da sala quando a chuva se tornou um tremendo temporal e várias pessoas que estavam nos bancos, a beira do coberto correram para o corredor onde estávamos, formou se uma falação em nossa volta e escutei a voz de três pessoas que pareciam estar um pouco mais ao fundo do corredor, diziam: "Eita que essa chuva não vai parar!..." "Deviam nos dispensar..." "É, mais pra quem depende do ônibus, só daqui umas três horas meu amigo pra ir embora!"
Tereza chamou Camila dizendo: Ei Camila você vai ficar e espera? Eu...
Camila respondeu: Claro que não, só to esperando essa chuva acalmar e já vou-me indo!
Enquanto elas conversavam escutei aquelas mesmas vozes de antes, daquelas três pessoas se aproximando mais e mais aos risos diziam: "É..." "E porque não?" " "Para!..." "Fica vendo..."
E ouvi que riram muito, quando um homem de forma cômica passou em nossa frente falando num tom alto, dizia ele coisas que não entendi direito.   
Nisto Tereza disse a Camila: Posso ir com você? Desculpa, mas, tem espaço no carro? 
E Letícia sorrindo disse: Calma pessoal tem três aulas ainda! 
Tereza disse: Vamos Raquely?
Eu disse: Não tem espaço no carro Tereza, Camila só chamou você, pode ir!
Vamos? Deve ter sim... Espera vou ver! Disse Tereza.
Eu vou lá com você, quem sabe né? Eu disse.
E aquele mesmo homem brincalhão olhando para Tereza, disse: Já está parando a chuva e olha a luz volto!
E Tereza me puxando disse: Pega seus cadernos...  
E o homem continuou em nossa frente e aos risos disse de uma forma irônica e exagerada, olhando pra mim: Quanta garrafa Pet no chão... Eita povo porco, depois reclamam das enchentes e do aquecimento global!
Com isso eu acabei rindo percebi sua brincadeira, pois ele apontava para o chão onde só havia uma pequena garrafa caída próximo a lixeira e ali não era uma área de riscos de enchente.
Fui a sala pegar o caderno, saindo vi que o carro de Camila estava cheio quando Tereza entrou nele e Letícia disse: Hi... Raquely acho que você vai ter que fica, não faz mal, são só duas aulinhas e eu também vou fica.
Nisto as pessoas foram entrando na sala afinal a luz retornou e eu ouvi em meio a risos: "É por ai, hoje consigo um sorriso, amanhã, é amanhã, ai agente vê..."
Conto este fato pois noutro dia, segundo o que me disse Tereza este mesmo homem sarrista e que por sinal eu não sabia até então, estudava na mesma sala que nós, ela disse: E Raquely tá podendo!
O que? Podendo... Eu disse.
Os moleques estão de olho, seu marido não é cimento não? Falou Tereza aos risos.
Para com isso! Não tem ninguém de olho, bobagem sua! Eu disse.
Não lembra? Do Mauricio,  aquele dia? Disse Tereza.
Que Mauricio? Eu disse.
Ela respondeu: Aquele que vive  fazendo gracinhas para as meninas da sala e que falou aquelas bobagens na noite passada.
E por acaso ele tá na nossa sala? Perguntei.
Meu Deus, Raquely acorda! Fazem mais de seis meses que fazemos o curso e você não sabe que ele está lá!
Eu não sou de guardar fisionomia e muito menos fico de conversas com outros homens a não ser que sejam amigos, conhecidos e como eu não o conheço... Eu disse.
Credo, seu marido deve ser muito ciumento mesmo né! Rindo ela disse.
Então eu falei: Não é para tanto Tereza,  é que sou assim tímida e dificilmente me socializo com as pessoas, mas eu tenho amizades na sala, meus amigos são os mesmos que os seus.
Tá bom então! Mas que ele anda te cercado sem você perceber anda! Disse Tereza.
Eu a disse: Mas, eu te peço, por favor, evite de dizer qualquer coisa desse gênero perto das pessoas do curso e de meu marido.
Por que? Você disse que ele não liga! Ela disse.
É, mas as pessoas podem pensar mal e boatos maldosos podem ocorrer, ai sim, perco a chance de terminar esse curso, André obviamente não deixará. 
Com isso passei a me isolar um pouco, evitando maus comentário, pois Tereza, nas suas brincadeiras, não tinha muito cuidado com o que dizia. Mais alguns dias, após umas visitas técnicas a pousadas, restaurantes, centros de recreação, relatórios e atividades em grupo pra obtenção de nota, me enturmei mais com as pessoas do curso e já os tinha como amigos, por serem todos tão carismáticos e unidos, senti ali a confiança e a alegria de verdadeiramente estar entre pessoas muito amigas mesmo. 
Num  fim de semana Tereza foi a minha casa, conversávamos sobre o curso  até que ela começou a falar de sua platônica paixão por um homem, eu vendo que a pobre da minha amiga se iludia muito profundamente com tal homem, tentava lhe dar bons conselhos, mas ela viajava em seu mundinho e se perdia nas historinhas criadas por sua mente, fantasiava as coisas, foi onde vi que realmente Tereza poderia estar entrando na mesma confusão mental, igual a paranóia que tive no inicio de minha depressão. Ela parecia estar tendo, supostamente ideias que não condiziam com a verdade, ideias estas, que na sua mente eram verídicas, fora que ao sairmos na rua naquele dia notei que ela se zangava com as pessoas que passavam por nós, sem nem mesmo as conhecer, ela acreditava que falavam mal dela, quando em absoluto não ouvi ninguém falar mal dela, aquelas pessoas se quer olharam para nós. 


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Só tinha uma diferença do meu caso para o dela, eu tinha a mania de perseguição e sentia pânico ao sair, já Tereza, parecia estar em gerra com o mundo. 
Um passeio foi o proposto pela professora, onde faríamos umas trilhas nas proximidades de Formosa, André, se entusiasmou ao saber dos lugares que seriam visitados no passeio e pediu-me que perguntasse se ele poria nos acompanhar nas trilhas, a resposta foi que pagando a taxa qualquer acompanhante poria ir.
Numa noite de sábado faltando duas semanas para o passeio, Tereza e sua filha, Gisele, foram em casa, conversa vai conversa vem, Tereza disse: Raquely ontem vi o Rômulo no estacionamento, tentei dizer oi, mais ele parecia estar com tanta pressa ao entrar no seu carro que acho nem me viu!
Tereza... Tereza! Olha sua filha ai, tome cuidado! Eu disse.
Há... Ela sabe e outra meu casamento já não existe a muito tempo! Disse Tereza.
Tereza, este homem nem se da conta de sua existência, mal te cumprimenta, muito menos fala com você, desculpe mas, tem que se dar conta disto, ele é casado, suas chances com ele são quase nulas! Eu a disse.
Sorrido ela disse: Não faz mal Raquely, eu não sou cimenta! E  ele da trela pra mim, que eu sei, você que é muito ingenua e não percebe as coisas...
Tentei dar conselhos a ela dizendo: Tá, mais precisa acordar e ver as coisas como realmente elas são, minha amiga, se você diz ter a fé que tem em Deus, cuidado para não destruir o casamento dele e sua família! Isso está errado e...
Há, Raquely deixa eu sonhar! Falou Tereza: cortando com o que eu dizia.
E continuando a falar ela me contou: No intervalo ele fica todos os dias frente a porta da sala tem vezes que nos esbarramos no corredor, as meninas disseram que ele não tirou os olhos de mim ontem, é verdade...
Não cai na conversa delas, elas são só crianças que não tem noção do que dizem e deixa de ser ingenua você! Deve se valorizar mais Tereza. Eu a disse.
E Tereza em uma de suas brincadeiras não tomou o devido cuidado com suas palavras, disse algo que não devia e bem na hora em que meu marido chegava em casa, ela disse: Elas ingenuas? Tá bom, são mais astutas que nós duas juntas, aquelas lá tem o olho vivo minha filha... Ingenua é você que não se dá conta dos olhares de Mauricio pra você!
Eu disse: Para Tereza! Para de dizer essas bobagens...
Rindo de mim, disse Alice: É mãe, deixa o pai saber disso!
Não é... Eu disse.
É sim, não adianta dizer que não, mesmo sendo indiferente ao que te acontece em sua volta, eu vejo o que acontece viu, sou sua amiga e estou de olho viu! Disse Tereza, no momento em que André entrava na sala. 
Oi! Boa noite, o que eu preciso saber mesmo? Dando um curto sorriso disse André.
E Tereza percebendo seu erro tentou contornar a situação: Nada de mais André, eu só estava de brincadeira com a Raquely, eu gosto de tirar ela do serio, ela fica engraçada, ela te ama muito viu!
Aos risos e olhando pra mim disse André: Fala pro pai Alice o que eu preciso saber? 
Pai tem um cara de frescura com a mãe na escola! Tirando o sarro de mim disse Alice.
E ele olhou pra mim e disse: É...
Parem com essa palhaçada! Eu disse.
Tá, não precisa fica assim, mais tome cuidado com tipinhos como esses! Ele falando isso aos risos, o assunto se encerrou. 
No dia da trilha, era pra ser um dia divertido, mais uns daqueles passeios onde víamos a beleza dos lugares, admirando natureza local e apreendendo com as experiências vividas ali, no entanto, ao me depara com um caminho muito íngreme no meio da trilha, com medo, não conseguia prosseguir e... 

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Assustada com a altura de onde estava e o caminho íngreme a ser percorrido, disse a André que estava poucos passos a baixo: Não vou conseguir!
Vai sim, vamos tenha coragem! Ele disse.
Dando um passo eu lhe chamei: Me ajuda, por favor, eu tenho medo!


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Enquanto isso Tereza, com a ajuda de colegas da sala já chegava quase ao fim da ribanceira de onde descíamos, e André me disse: Deixa de ser boba é fácil, supere seu medo vem!
E infelizmente, não tive coragem e agi de forma boba como uma criança medrosa e disse: Me ajuda! Vai, logo!
Nisto os colegas que ajudaram Tereza, gritaram lá de baixo vindo em minha direção: Raquely não saia dai, espera... 
André com olhar irado me disse: Não precisa disto, vem logo...  
E eu com medo de descer e preocupada com o ciúme tolo de meu marido disse: Vem aqui, logo André...
Mas ele ficou inerte  me olhando com ar de desapontado,  um de meus colegas pegou na minha mão dizendo: Desce de vagar você consegui, acredite!  
Essa foi a pior atitude que pude tomar e por um bobo medo que deveria ser superado mesmo, a certo ponto de vista, meu marido tinha razão, não criticando a ajuda recebida, mas isso fez com que eu e meu marido brigássemos, assim fazendo com que aquele passeio passasse de um dia alegre para um muito envergonhoso, fora que as pessoas nos viam naquele boba discussão, por mais que André tentasse se controlar, não tinha como os outros não verem sua raiva com minha atitude. Ambos erramos, disto eu tenho consciência! 
E o pior, foi ver meu marido que já tem ciúme, me tratar como uma qualquer, na hora em que vinhamos pra casa, no meio da rua, os comentários de Tereza naquele sábado em casa, não ficaram no esquecimento dele, ele repetiu tudo o que ela disse em alto e bom som pra todos na rua ouvirem e não foi só isso, ainda disse coisas pervertidas sobre a ex-namorada de meu colega. Não me esqueço de sua feição, na forma que se expressou, muito menos de seu olhar naquele momento, foi imensa a vergonha que senti.       
Meses se passaram, o curso estava na reta final e meu TCC (atestado de conclusão de curso) estava crú por sim dizer, mesmo com a boa nota recebida no meu Pré-projeto, toda a estrutura de meu projeto foi modificada pela coordenadora do curso e o que estava bem ilustrado e focado passou ter uma ideia totalmente fora do que era proposto em meu projeto,  não sei porque mas, eu não conseguia me concentrar no novo segmento sugerido por ela. A justificativa para tal mudança segundo a professora, era de que o projeto fosse realizado possivelmente em nossa região, alcançando a idealização da proposta contida nele de maneira que talvez, em um futuro não muito distante efetivamente a proposta saísse do papel de um simples TCC, para um projeto que fosse efetivamente realizado. 
A principio me senti lisonjada, honrada pela confiança depositada em mim, mas ao decorrer do tempo pensei comigo... "Como a professora foi ter a loca ideia de confiar tal responsabilidade a uma pessoa como eu? Justo eu, que mal sabe escrever corretamente e não tem a menor noção de uma estrutura de texto, com a mente travada, pela doença que me limitou tanto o raciocínio, por que eu? Droga!"
Mas felizmente a professora me auxiliava a tal maneira, me incentivava, foi como uma verdadeira amiga sempre me dizia tentando levantar minha autoestima: Vamos lá Raquely! Você é capaz, eu sei que é, então não me diga que está difícil, no seu projeto só falta você ser mais focada e objetiva, porque suas ideias são super legais e o mais importante são muito uteis!
Com isso fui levando meu projeto conforme pude, as vezes de forma sonhadora, tinha ideias mirabolantes que ultrapassavam o contexto do projeto, em outras vezes me perdia reformulando, o que seria necessário ficar ou descartar? Era onde caia na realidade, não tinha espaço para tal amplo projeto, tinha que rever as possibilidades, pois estava se tornando algo muito mais fantasioso do que realmente o projeto poderia ser idealizado e aceito. Fora que varias vezes a professora  chamava minha atenção, dizendo: Olha o foco Raquely, olha o foco! Cuidado com a escrita, estou vendo erros graves...
Com isso passei a ficar nervosa, muito preocupada e conturba com a lentidão do andamento do projeto, que cheguei a sentir que todo o meu empenho, esforço, com o projeto foi deturpado, vão, pensando desta de forma negativa acreditei que não seria possível termina-lo a tempo. Muitas vezes tentava acordar cedo pois tinha minha casa pra cuidar, almoço pra fazer e as varias atividades do curso assim como o TCC pra concluir, no entanto era inútil o remédio que tomava para a depressão me deixava muito área pela manhã, sentia muito sono e acabava que, nem casa, muito menos as atividades do curso conseguia adiantar, nestas horas, praticamente eu ficava rodeando envolta disso e daquilo terminado na cama num sono mais profundo do que antes.
Mais uns dias, após muito esforço para que pelo menos meu projeto fosse aceito pelos professores, em uma das ultimas instruções da coordenadora que disse: Seu projeto está bom, o que falta é o calculo, cadê o valor? Quanto custará realmente efetivamente seu projeto ao estabelecimento? Suas considerações finais necessitam de serem mais conclusivas ao âmbito do projeto! E olha... Eu sou obrigada a te dizer, a sua escrita, é outra viu, estou  impressionada, melhorou muito mesmo, está de parabéns!
Nos últimos retoques ao que seria meu TCC, observei que tive progressos com a escrita e fiquei feliz com o pouco que consegui realizar  neste trabalho, sabendo que o projeto não foi bem como a professora esperava, pensei: Seja o Deus quiser!
Na vida se tem duas opções quando nos deparamos a imensos obstáculos diante do que necessitamos, desistir e procurar um outro objetivo ou enfrentar com dignidade suas dificuldades se empenhando até o fim, se alcançado seus objetivos, tudo bem, se não, você dirá a si mesmo...  "Eu fiz o que tinha de ser feito, se não consegui, é porque não era disto que realmente necessitava!" 


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No dia da apresentação do  TCC, no imprimir-lo não tinham mais de 40 paginas, notei que continham também pequenos erros de impressão na colocações das paginas, enfim não dava mais tempo de corrigir, eu já estava no ônibus indo para escola. E o que mais frustrava era saber que estava só, eu teria de enfrentar uma bancada de professores avaliando minha postura, meu falar e todo o projeto que levei quase dois meses num tremendo esforço, como se tivesse numa corda bamba se equilibrando ao extremo pra não cair e ter um bom resultado, eu devia usar de um bom poder de persuasão pra convencer que meu projeto era um empreendimento viável e o pior, tudo isso na frente uma plateia de alunos.


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Após a apresentação de três amigas, chegou minha vez, não foi nada fácil ouvir o soar do som da voz da professora: Raquely sua vez vamos lá?
No ir a frente daquele auditório até me deparar com todos aqueles olhares em minha direção, o medo de passar por alguma situação constrangedora me tomou conta por alguns segundos. E então respirei fundo e me concentrei em olhar para os professores, tentando focar se no projeto e não nos olhares da plateia. No ver as feições amigáveis dos professores e o sorriso da coordenadora dizendo: Pode começar!
Então comecei e enquanto eu falava, observava a forma com que os professores me ouviam; seus movimentos, alguns pegavam a caneta, outros se entre olhavam e no mesmo instante que fazia a apresentação me recordava dos meus tempos de infância, de como tudo foi sempre muito dificultoso pra mim, o quanto tinha medo que alguém visse meus bloqueios de aprendizagem e como minhas inseguranças me atrapalharam. A cada questionamento ali feito pelos professores e a cada resposta dada por mim, notei o quanto me facilitavam, eles restringiam as perguntas de tal forma, que não tive a menor dificuldade em responde-las.
Houve um momento que um deles me questionou quanto ao valor do empreendimento, mas antes que eu me posse em dúvida outros professores ficaram na defensiva por mim, esse ato caridoso e amoroso guardo com carinho e gratidão.  No entanto, tenho que ser sincera, na época, me incomodou muito ser trata como uma pessoa possuidora de limitações. Sei que meu TCC não ficou lá aquelas coisas, acredito até que se não fosse pela compreensão deles jamais teria conseguido, mesmo com todo o apoio dado pela coordenadora do curso e por meu marido no decorrer desse trabalho, o TCC ficou tudo muito a desejar, admito.
Recebi a aprovação do TCC com grande alegria, hoje ao recordar disto penso,  jamais eu deveria me sentir depreciada, eu fiz o que tinha de ser feito, mesmo que não tão bem feito, eu devo ser grata a Deus por permitir que eu o fizesse, por permitir que conhecesse pessoas tão integras como meus professores e também pelos amigos de classe entre muita outras amizades que fiz no decorrer deste curso, os lugares que pude visitar, os vários momentos onde tive a tranquilidade de sentir me viva de novo com a mais pura felicidade de poder fazer parte daquela turma do curso.
Peço por favor,  prestem atenção ao que vou dizer agora, se você  já se sentiu diminuído ou depreciado em algum momento, por qualquer situação ou condição, perceba, isso não é culpa dos outros e sim da vaidade que nós seres humanos sem notar a nutrimos em nosso interior, seja você bem sucedido ou não, a vaidade te reprime e te sega, liberte-se dela, querer ser maior do que Deus realmente te fez ou se gabar de suas habilidades sem o menor respeito, tudo isso é uma grande aflição de espirito, seja grato e de gloria ao senhor Deus por estar vivo na benção de Jesus Cristo, amém!  


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Algumas semanas depois, a formatura, como eu havia conseguido um trabalho em uma lanchonete, aqueles últimos tempos do curso ficaram corridos, sendo assim as circunstancias foram aos poucos me distanciado das pessoas e das reuniões que o grupo do curso fazia, na ultima semana eu fiz o máximo me organizando para que pelo menos pudesse ir a cerimonial de formatura. No dia da formatura chegando a escola, fiquei sabendo que após a cerimonia o pessoal de minha sala se reuniriam em uma pizzaria, tentei convencer meu marido de irmos lá, mas ele não se dispôs a ir, se justificando por estarmos com sua mãe e nossos filhos, não querendo assim que os fizessem sentirem intrusos ao que não lhes convinham. E eu tive que concordar, pois como eu os deixaria se eles estavam juntos a nós por minha causa.


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No fim do cerimonial houve uma simples comemoração com fogos e fotos com o grupo, então nós todos nos abraçamos em felicitações, sabendo que este seria o nosso ultimo momento juntos enquanto alunos e o fim de um capítulo de nossas vidas se encerrava.

Os dias se vão como areia escorrendo pelos dedos...
Devemos observar o céu, o dia e a noite...
O amanhã a Deus pertence, mas...
Mas, é em nossas ações que... 
Encontraremos...
A paz ou a guerra!

E os dias seguiam, todos os fins de semana eu trabalhava na lanchonete, onde eu fui muito bem acolhida pelas pessoas que me contrataram, mesmo com a dificuldade pelo forte medicamento que tomava e o terrível sono que sentia pela manhã, Deus me manteve firme em meu proposito. Começamos a pintar nossa casa, havíamos acabado de reformá-la, felizmente, Deus nos abençoou.


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E podemos ampliá-la desse modo não só se tornando confortável para nós quanto as pessoas que nos visitavam, afinal todos nossos familiares amigos e conhecidos moram muito longe, sendo assim precisávamos mesmo de mais de espaço, mais quartos, para recebe-los com mais comodidade. E lá estava eu a pintar a casa novamente. 

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Tereza por algumas poucas vezes me visitava, onde eu não me sentia tão só, porque mesmo tendo meus filhos por perto, eu passava a maior parte do dia só. Alice e Sabrina estavam estudando numa escola de período integral e chegavam em casa quando já era quase noite, Antony, não parava em casa, era da escola pra rua, rua da voltava só pra dormir,  tentei conte-lo mais tempo dentro de casa, mas o guri era pequeno mais astuto, longo se arranjou, entrou nas atividades esportivas organizada por uma instituição em nossa cidade, onde as coisas ficaram quase que na mesma, só que com uma pequena, mais importante mudança, pelo menos ele fazia algo saudável, sem estar atoa na rua.
As festas de fim de ano passaram e a semana de carnaval se aproximava, eu estava conturbada com os afazeres em casa e os dias de serviço na lanchonete aumentaram, decorrente ao carnaval, um dos maiores eventos em Formosa, que atrai muitos turistas para cidade na temporada de verão. 

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Numa manhã eu acordei sobre o chacoalhar de Alice, ela, pegando
em meu braço disse: Mãe, acorda!
E André disse: Raquely já fazem vinte minutos que o celular despertou, você vai perder o hora.
Alice disse: Mãe... Você está perdendo a hora, acorda! Irá se atrasar deste jeito, quer que eu ligue pra lanchonete avisando que você não vai hoje?
Lentamente me levantei e sentando na cama praticamente como uma sonambula, permaneci de olhos fechados respondendo ao que dizia Alice, balbuciando umas poucas palavras eu a disse: Hum, eu sei, tá bom eu vô...
E Alice disse: Pai olha só isso, ela não vai conseguir ir a tempo...
Não Alice, eu vou trabalhar sim! Eu falei já me levantado.
E no passar pela porta quase bati de cara com a parede, a tontura era tanta por conta do efeito remédio pela manhã, que também segundo disse minha filha Alice, naquela hora ela e Antony me faziam perguntas e eu os respondia coisas que não condiziam nada ao que me perguntaram. No sentar me a mesa Antony disse: Mãe cade a bolacha?


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Espera... Eu o disse.
Alice disse: A bolacha mãe, onde você guardou?
Espera... Eu disse indo em direção ao fogão.
Abre esse olho mãe você ta me assustando! Disse Alice. 
Espera, já to fazendo o café! Eu a falei.
E Antony indo até mim rindo me disse: Mãe você não tá bem, deixa que eu ligo o fogo, mais fala, cade a bolacha?
Hum, não, deixa eu fazer o café! Eu respondi.
Após a água começar a ferver e eu por, nem sei como, o pó de café no coador, Antony gritou: Que porcaria! Onde ela pôs essa droga de bolacha Alice?
Eu não sei! Disse Alice.
Com isso eu fui até o armário e disse: Olha tá aqui...
Não tá ai, eu já vi! Alice.
Então, eu não lembro, mais me disseram que eu peguei a bolacha do fundo armário e fui ao fogão coar o café e Alice vendo que eu segurava a bolacha disse: Há mãe! Dá isso aqui! Toma Antony e vê se para de enche! 
E ela percebendo que eu estava fora do ar, disse: Senta mãe eu faço o café! É melhor você não ir trabalhar hoje, desse jeito não dá né!
Nisto Antony me pediu que eu abrisse a bolacha, ele disse: Eu não to conseguindo, abre! 
Eu peguei a faca e como se cortasse um pão a passei no pacote da bolacha. Após ouvir muitas gargalhadas das crianças, eu finalmente cai em si e fique mais alerta ao que fazia, enfim acordada.
Chegando na lanchonete com quase meia hora de atraso, com um sorriso disse me dona Neiva:  Bom dia!
Eu me desculpei pelo atraso e ela disse que não tinha muito movimento naquela hora, que estava tudo bem!
Dois dias depois, com visita em casa, fiz algo que sinceramente não deveria ter feito, eles que persistiram que eu fosse junto ao carnaval, temendo em chateá-los eu fui.
No entanto, no dia seguinte cheguei com quase uma hora de atraso. E Neiva disse: E dona moça, isso são horas? 
Eu a falei: Me desculpe, mas tomei o bendito de meu remédio muito tarde ontem e...
Há sua baladeira, foi pular carnaval é? Rindo disse Neiva.
É que tínhamos visita, já viu né... Eles insistentemente me chamaram pra ir e para não dar uma de chata acabei indo, mais eu sei, estou errada, me desculpe! Eu disse. 
Ela disse:  Tudo bem! Mais aqui está tudo muito corrido por esses dias, só evite de  se atrasar, tá bom?
Fiquei muito envergonhada com essa situação, mas, ao fim do dia chegando em casa exausta, tomei banho e fui direto pra cama, descansar, dona Selma vendo isso me disse: Tá cansada né? Tá certo, descanse! 
Duas horas depois André me chamou dizendo: Raquely! Acorda, vamos lá, todos estão prontos só falta você, vamos levanta! E fora que ainda nem comeu nada, precisa se alimentar!
Há eu não vou hoje! Eu disse.
Por que? Ele disse.
Eu estou cansada André! Eu disse.
Ele disse: Isso não está certo, tá vendo? Eu disse que não devia trabalhar lá, ainda mais agora em época de carnaval, você não precisa disso!
Há... Mas bem que o pouco dinheirinho que recebi ontem te ajudou, não foi? Eu disse.
Para de ser boba, vamos lá,  precisamos de sair, viver um pouco! Se amanhã não for lá ou se atrasar e sua patroa não gostar e te mandar embora, não nos fará a menor diferença!
Então acabei indo com eles e pensando em não me atrasar novamente, deixei de tomar o remédio na intensão de conseguir acordar a tempo de ir trabalhar. Isso não foi muito bom de se fazer, mas eu fiz e o pior foi que consumi bebidas alcoólicas naquela noite, o que não era de maneira alguma viável para alguém como eu, tomando remédios extremamente forte, mesmo que tenha bebido pouco, o pouco que bebi poderia atrapalhar meu tratamento.
E digo mais, a culpa foi toda minha, não culpo a ninguém por minha irresponsabilidade, inclusive eles pediram que eu tomasse cuidado. Conto este fato pois acredito que devo alertar as pessoas, que como eu, estão em tratamento por depressão, devemos seguir a risca o tratamento médico, mesmo que isso te atrapalhe em alguns momentos, a sua saúde está em primeiro lugar, diversão, trabalho ou até mesmo seus relacionamentos com familiares e amigos... Devem ficar em segundo plano! Seus familiares e amigos ão de entender!        
Uma semana após o carnaval ainda tinha muitos turistas na cidade e o movimento era muito grande na lanchonete, foi num domingo deste que eu havia ido trabalhar de bicicleta, me recordo que ao voltar para casa, o transito estava horrível, o engarrafamento pegava desde a praia até a entrada de Formosa. No eu chegar na rua que dava acesso a ciclovia me deparei com um carro bem encima da faixa de onde deveria estar livre pra mim e para eu poder prosseguir tive que parar e passar por cima da calçada. Fiquei muito nervosa por tal falta de respeito, que passei bem perto a porta do carro e dei um grito: Se toca, essa faixa é da ciclovia! É só pra bicicletas, não sabe não?


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Esse é mais um fato pelo qual conto por pensar ser importante relatar aqui, nesses dias como já havia feito antes, acabei deixando de tomar meus remédios corretamente, onde fiquei muito mal humorada, muito impaciente, a forma com que lidei com essa situação não foi normal, pelo menos pra mim não foi mesmo, eu sou uma pessoa tranquila, jamais compro briga ou grito com alguém desta forma mesmo que esteja com razão, eu prefiro o silêncio ainda mais se tratando de desconhecidos.
Meu comportamento vinham mudando tragicamente, comecei a gir de forma intolerante e me irritava facilmente, isso não foi só ruim pra mim como pra os de meu convívio. Tomar o remédio um dia sim outro não ou reduzir a quantia por conta própria, pensando... "É só hoje! Não tem problema amanhã eu tomarei corretamente." Não foi certo, para quem está tratamento psiquiátrico, deve se ter a noção, que somente o médico pode fazer as mudanças necessárias na medicação, fazer isso por conta própria é uma loucura. Mais infelizmente, eu não tive o devido cuidado e agi desta maneira por varias vezes.


A primeira recaída 
   
Tomando o remédio de forma incorreta, num dia sim outro não chegando ao ponto de reduzir a quantia ao nada e por conta própria. Por fim, não compareci a duas das consultas do acompanhamento médico e agindo desta forma imprudente ingenuamente acreditei estar recupera, praticamente me diagnostiquei curada, grande ilusão, que tolice, só o médico pode definir se estava bem ou não, só mediante alta médica para encerrar um tratamento como o meu.
Passaram se meses e por fim não trabalhava mais na lanchonete, com a vida pacata que levava naquele momento, eu deveria estar bem ou pelo menos vivendo normalmente, mas não, lentamente comecei a ter novamente aquela sensação de estar sendo vigiada, na rua e em casa, com o tempo isso foi piorando a tal maneira que comecei a ouvir vozes. Lembro que numa manhã ao acordar,  tive a sensação de ter ouvido a porta da sala bater, permaneci deitada pensando ser André pois aquela hora entre uma aula e outra ele tinha um intervalo onde vinha para casa tomar café.
Ao me sentar na cama esticando meus braços me espreguiçando, ouvi:"Acordo! Ela acordou, vamos sai!..." "Tem certeza?..." "Tenho!..."
Me levantei e fui a sala não tinha ninguém e nos quartos, meus filhos dormiam em suas camas, não foi André que abriu a porta, pensei: Bobagem, sonhei e agora estou imaginando coisas! Talvez os cachorros, devem terem raspado as patas na porta como sempre fazem. Dez minutos depois André chegou, após tomarmos café e fui me arrumar, para ira ao mercado, penteando os cabelos de frente para o espelho tive a sensação de que alguém me olhava pelo vitro, ao olhar fixamente para o vitro não tinha nada, logo senti que alguém passou de frente a porta do banheiro se dirigindo rapidamente para o quarto, mas, não foi ninguém André está assistindo TV e as crianças ainda dormiam. Então escutei as vozes como se falassem ao pé de meu ouvido: "Ai, já sei que você está me ouvindo!..." É!..."
Olhei em minha volta não tinha nada e escutei novamente em meio a risos de zombaria: "É, ela tá mesmo!..." "Então?..." "Então, que agora vou fazê-la se sentir a mais bela entre todas da cidade!"


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Em seguida larguei o pente, fui até a pia peguei um copo e enchendo o d'água, tomando virei de uma só vez , e disse a si mesma: Não, Desta vez não! Agora eu tenho meu Deus pra me guiar!
Não contei a ninguém sobre isso e em segredo chorava e chorava muito com pensamentos como: "Será que não vou conseguir viver normalmente como todos vivem? Não, isso de novo não, meu Deus porque ouço essas vozes será que vou enlouquecer de vez? Não, não vou tomar aquela droga de remédio de novo! O que eu fiz para merecer isso meu pai?"  
Deus não tem nem nunca teve culpa de meu estado de saúde, isso foi tudo culpa de uma vida desmanzelada com saúde e o espiritual, com essa irresponsabilidade de interromper com o tratamento que estava dando certo, fez-me cair numa profunda depressão repentina, lembro, que comecei a fechar as portas, as janelas e até as cortinas o dia todo, me isolei deixando até em alguns momentos de conversar com meus filhos e marido. André percebendo isso disse: Raquely é melhor você voltar a tomar o remédio!
Por que?  Eu disse.
Pensa que eu não sei né? Mas as crianças me contaram que você anda chorando muito, porque me esconde seu mal estar em? Disse André.
Há... Para de dizer tolices André! Eu só estava nervosa! Eu disse.
Nervosa? Com o que? Me diz? Ele perguntou.
Então eu o disse: Meu Deus André! Nervosa, com você que só fica neste computador e estás crianças mal educadas, desobedientes e briguentas que você não me ajuda a educar! Fora que o Antony viciou nestes jogos da internet e você não tá nem ai, se ele está bem ou não em seus estudos!  
Tá vendo você não está nada bem, tudo o que disse são bobagens que solucionamos em uma conversa e você fica chorando as escondidas por isso? Será que é só isso mesmo? Há... E vê se para de dizer que não me preocupo com nossos filhos, porque me preocupo sim! Com você, com eles, com tudo! Ele disse num tom alto.
No decorrer da mesma semana em que discutimos, André levou Sabrina ao curso de vestibular que ela fazia numa cidade próxima a nossa. Eu naquela tarde lavava as muitas roupas que tinha pra lavar e enquanto estive lavando a roupa, eu não parava de ouvir as vozes que eu sabia, pelo menos desta vez sabia que nada do que diziam podia me afetar realmente. No entanto o controle que pensava ter foi se perdendo.
Eu ouvi: "Deixa eu ver!" "Tá sujo vai lava mais isso ai!"
Quando me dei por conta eu estava lavando a mesma peça de roupa a mais de sete minutos, pensei: Isso não é normal, meu Deus me livra disso!
E eu escutei em meio a risos: "Tá vendo ela está nos ouvindo!..." "Minha nossa! A louca  ainda tá naquele tanque..."
Alice chegou da escola e disse: Antony onde está a mãe?
Lá fora! Antony respondeu.
Vindo até a janela disse Alice: Mãe eu to com fome, não compraram pão ainda?
Não filha, vai lá para mãe! Eu respondi.
Neste momento escutei as vozes: "É a filha dela?..." "É!..." "Gata!"
Alice saiu para comprar o pão enquanto eu terminava de lavar as roupas, escutei novamente as vozes: "Eu acabei de ver ela lavar a roupa mais bem lavada!" "Linda, cuida do bem estar da família e ainda quando o marido chega fica toda arramada pra ele!..." "Há, mais isso vai acabar! Vou dar um fim nele..."
E quando eu colocava a roupa no varal mesmo sabendo que nada daquelas ameaças que ouvia eram reais, senti dores no peito onde veio uma enorme angustia, e escutei: "Olha! Não disse, desta vez eu consigo!" "Cara ela tá muito assustada!..." "Seu marido e sua filhinha não vão voltar!"  "Eu vô mata..." "Ela tá assustada!..." É isso ai cai no choro!..." 
Ao entrar em casa tropecei bruscamente nos sapatos que  estavam no caminho,  Alice vendo que eu ia cair me segurou dizendo: Mãe, cuidado! Nossa mãe você tá gelada e tremendo o que você tem?
Eu não estou bem filha, a angustia me tomou conta do nada, estou sentindo uma sensação horrível, senti uma dor no peito, como se fosse acontecer algo de muito ruim e agora minha boca está seca e meu estomago embrulhou! Eu a disse. 
Alice sentou-se comigo e disse: Toma o café, tenta comer pelo menos, mãe!
Na hora em em peguei o pão, na primeira mordida senti um grande enjoo, e ouvi a voz de uma mulher raivosa: "Não vai comer não sua vagabunda!..."  "Você tem que morrer!..."


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Foi tudo muito estranho eu  sai de um estado quase que normal para uma nada bom e em questão de horas era como se o pior estágio da minha doença tivesse voltado num sopro. Fiquei por quase uma hora esperando que André voltasse com Sabrina do curso para poder ver o que faria. No tempo em que os esperava, tentei me distrair com  TV, mas não conseguia, Alice estava comigo na sala e me perguntava: Mãe, tá melhor? 
E para não assustá-la eu dizia: Estou!
Neste instante eu ouvia: "Tá perdidinha a pobre!..." "É, desta vez ela não me escapa!..." "Não tem mais preocupação com ele..." Tá fácil então eu, vou tira ela dele!"
E ouvi como se muitas pessoas rissem ao mesmo tempo, olhando para janela, vi o muro da casa vizinha imaginei que talvez fosse de lá os risos, foi onde me dei por conta que não poderia vir de lá os risos, pois aquelas vozes pareciam me cercar de perto como se fossem verdadeiramente vozes de espíritos zombadores cheios de ódio e vingança.
Pouco antes de André e Sabrina chegarem me senti preocupada por eles estarem demorando, ouvi: "Ele não vai voltar o carro bateu!..." 
E eu me concentrei em pensamento disse a Deus: Senhor me ajuda pois sou fraca, falha, sem tu não sou nada pai me socorre!
Enquanto eu elevava meus pesamentos a Deus eles chegaram, André vendo o estado que eu tava pegou o calmante no qual o médico havia dito para eu tomar em casos de situações extremas e no ele me dar o copo d'água e comprido na mão, eu ouvi a voz do espírito: "Esse remédio vai te matar! bebe!" 
Não André, não posso beber isso tá vencido! Eu disse.
Não tá não! Bebe logo vai, é para seu próprio bem! Ele disse.
Não quero! Eu disse.
Toma logo Raquely! Ele disse.
É mãe, toma! Disse Alice.
E Sabrina disse: Pai se tá vencido melhor não!
Não tá vencido, toma Raquely não tem perigo nenhum! Disse André.
Após eu tomar o remédio, não sei se foi por eu estar sem tomar meu anti depressivo, e ter ouvido aquele espirito dizer que eu ia morrer,  com psicológico abalado e totalmente confusa, meu pior medo não era morrer, mas o que eu mais temia era em não cumprir com os desígnios de Deus pra mim. Tinha algo que em minha vida que deveria ter feito e não fiz.
Dai em diante foram só angustias atras de angustias, um tormento se abateu sobre mim, aqueles vozes em minha mente ou espíritos julguem como quiserem, me fez sentir se como um lixo, senti que minha alma caia em perdição, não consegui dormir, virava de uma lado para o outro da cama, levanta, sentava, deitava e de novo sentava, André fez de tudo pra me acalmar mas não adiantou, ele teve que sair comigo, dirigir naquela madrugada viajando até a casa de sua mãe para de lá irmos ao médico.  


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Amanhecia quando chegamos na casa de meus sogros, aquela angustia já estava diminuindo, ao chegar no hospital meu mal estar sumiu quase por completo, na recepção me disseram que o médico que fazia meu tratamento não poderia me atender, teria que passar em outro devido a consulta não ter sido marcada. Mas André foi persistente onde a recepcionista pediu que aguardássemos.
Neste instante que aguardávamos percebi que as vozes haviam sumido assim como também todo o mal estar, estava me sentindo bem e sem tomar remédio algum a não o calmante. Acredito que Deus ouviu meu pedido de socorro, isso que realmente me ajudou, minha fé me fortaleceu. Embora meu marido tenha cooperado com todo amor me apoiando, o que acredito também que é uma obra de Deus ter uma pessoa como ele ao meu lado, minha fé me livrou.
Passando por uma breve consulta com meu médico que gentilmente abriu uma brecha para que pudesse me atender, após uma chamada de atenção por minha irresponsabilidade, ele receitou o mesmo medicamento com doses maiores.
De novo tomando os medicamentos e com mais responsabilidade fiquei bem.  


A vida prega peça...
Deus prega amor!
O  que é ser normal?
Defina normal?
O fim justifica os meios?

Meses depois...